Powered By Blogger

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Menor envolvido no caso Bruno muda depoimento durante acareação

Desmentidos sucessivos estão complicando a investigação sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, a ex-amante do goleiro Bruno. Frente a frente com o primo do jogador, o menor de idade que trouxe o caso à tona mudou a versão mais uma vez.
Foram três horas de acareação. O adolescente, primeiro a revelar para a polícia o sequestro e a morte de Eliza Samudio, disse que foi chamado por Macarrão para dar um susto na ex-amante do goleiro Bruno.
Ele também confirmou que, no caminho pra Minas Gerais, deu uma coronhada na cabeça de Eliza. Mas disse que nunca soube de assassinato nenhum.
“O menor desmentiu toda essa cena dantesca de que houve a finalização de Eliza e de que houve o esquartejamento dela e que parte do corpo dela tenha sido jogada pros cães. Isso não existe”, disse o advogado do menor, Eliézer Jonatas.
O menor contou ainda que já tinha ido à casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, junto com Macarrão, dois anos atrás. E que só levou a polícia pra lá porque foi ameaçado.
“O menor, quando ouvido, todas as vezes ele foi ouvido pressionado. Ele apanhou, tomou tapa no rosto da polícia do Rio de Janeiro. E ele às vezes acenava com a cabeça sim ou negativamente e colocava-se no papel o que bem entendia”, afirmou Eliézer Jonatas.
As contradições nos depoimentos do menor que motivou toda a investigação do caso podem influenciar o relatório final da polícia. Se a denúncia for aceita pela Justiça, as provas técnicas, como o sangue encontrado no carro do goleiro Bruno, vão ganhar mais importância.
O criminalista Leonardo Isaac Yarochewsky explica que mesmo diante do juiz o réu tem direito a cancelar as versões dadas na delegacia ou a permanecer em silêncio até a hora da sentença.
“Quando uma pessoa dá vários depoimentos e esses depoimentos são contraditórios, isso fragiliza a credibilidade desse depoimento, que fica em cheque”.
Mas o criminalista diz que decisão do juiz deve levar em conta todos os depoimentos incluídos no processo. “O juiz decide, no nosso sistema processual penal, com base no livre convencimento. Não existe uma hierarquia de provas. Então ele vai pesar e avaliar dentro do contexto probatório aquilo que vai fundamentar a sua decisão”.
A Polícia Civil do Rio negou que o adolescente tenha sido agredido ou coagido durante o depoimento. Na acareação, o primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales, manteve as declarações que tinha feito à polícia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário